O dia em que eu vi os Campeões da Europa jogar
Era o Milan, eu não podia faltar. Achei que era a melhor altura para voltar a ir ao estádio, depois de vários jogos em que o meu lugar ficou vazio.
Como já vos expliquei, a minha vida tem andado complicada ultimamente e o futebol passou definitivamente para um plano secundário. Desta vez não foi o Benfica quem me fez ir ao estádio, foi o Rui Costa (é sempre ele) e o adversário, eu não podia perder a oportunidade de ver o mítico Maldini, Seedorf & Companhia.
Claro que adorei voltar à Catedral e ao meu querido lugar. Claro que foi mágico ver o Maestro a papar três defesas duma assentada, claro que não foi com o adversário que eu vibrei. Foi com o Benfica que, contrariamente a todas as expectativas, fez um jogo à antiga (está tudo dito no post do B.).
O mais irónico no meio de tudo é que o único jogo de futebol da minha vida em que eu saí do estádio a meio e voltei a entrar foi este... contra o Campeão da Europa, o Milan. Dez minutos antes do intervalo (num dos melhores períodos do Benfica) saí, por motivos urgentes e de força maior, fui ao Colombo entregar a chave do carro à minha mulher, comi um pouco do bife que ela estava a jantar, roubei-lhe umas batatas, e voltei a correr para o Estádio onde já cheguei com a segunda parte a decorrer.
Foi terrível. Não façam isto. Sai reforçada a minha ideia de que é uma estupidez o que a maior parte dos adeptos de futebol fazem em Portugal: chegam umas duas ou três horas antes do jogo começar, ficam ali feitos parvos a ver os árbitros a aquecer e assim e depois saem 15 minutos antes do jogo acabar. Não faz sentido. Imaginem fazermos o mesmo quando vamos ao cinema. Sair 15 minutos antes para evitar aquela confusão da saída, e chegar uma horita antes para ver os anúncios com calma...
O futebol são aqueles noventa minutos INTEIROS, mais o intervalo para discutir os falhanços da primeira parte com o parceiro do lado. E ainda uma meia horita no mínimo antes do jogo para a bifana na roulote, com sumol de laranja a acompanhar de preferência, e no final o caminho para o Metro com a malta toda a mandar bocas e a soltar as frustrações.
Ainda assim, o futebol é só o futebol. Um jogo é só um jogo. Há-de haver outro. E família há só uma. Lembram-se de eu ter dito lá em cima que o futebol está em segundo plano, está mesmo. Voltava a sair a meio de um jogo de novo, outra e outra e outra vez.

1 comentário:
Touché...
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