15 abril 2013

A Liga tirou 12 pontos à Naval, os jogadores não recebem há 4 meses

Mas viva o alargamento!

Que cambada de idiotas... Além do nosso campeonato perder competitividade, perde também credibilidade quando "N" equipas começarem a ter casos destes, mesmo na 1ª Liga.

É uma decisão ABSURDA (mais uma) da Liga que espero que não passe na Federação, espero que aí alguém pense mais do que 30 segundos sobre o assunto e vete esta decisão!

Uma coisa são erros, outra é incompetência.

Se por via da corrupção vão ter de volta o Boavista, assumam a barbaridade e só deixem subir 1... Como têm medo da reacção, inventaram esta merda do alargamento que em Portugal com as gestões ruinosas dos clubes só pode piorar o cenário actual!

Já lá vai o tempo em que os jogadores ganhavam um pastel de nata por cada golo (ou um Sumol caso fosse o nosso Médio Criativo). Hoje em dia é preciso haver dinheiro e estas bestas querem dar um tiro no pé só para aliviar a dor que vão sentir quando tiverem que dizer aos clubes da 2ª liga que afinal "coiso e tal"...

Ou então alguém que apresente um recurso para ver se o Boavista (que devia ter dirigentes a ver o sol ao Xadrez em nome do equipamento) fica onde está!


PS: Mas a sério, quero é que o Benfica ganhe!

22 comentários:

Germano Bettencourt disse...

Eu sou defensor de um campeonato Português com 10 equipas e 4 voltas. Mas cada vez que digo isso chamam-me doido. E dizem que iria ser ruinoso financeiramente. Eu cá acho exactamente o contrário. Para mim, mais equipas, é sinônimo de campeonato mais pobre.

Obviamente que com 10 equipas, o Sporting corria o sério risco de ser último, mas isso é problema deles. :P

Abraço

JRD disse...

Perde-se competitividade? E onde pára ela? Temos um campeonato cada vez mais bipolarizado, onde só há equilibrio a meio e na cauda da tabela.

Espero que alarguem a Liga. A Holanda tem menos de metade do tamanho de Portugal e tem uma Liga com 18 clubes. Não há espaço no calendário? Acabem com a taça da Liga e que transmitam os jogos em sinal aberto.

João Tibério disse...

a holanda dos 16 milhões de habitantes? só para confirmar...
há que reduzir e não aumentar a liga, mas há, sobretudo, que fiscalizar correctamente as obrigações dos clubes.

Unknown disse...

Não João, o que o JRD disse e passo a citar foi "A Holanda tem menos de metade do tamanho de Portugal". Tamanho não é número de habitantes e com efeito:

Holanda - 41,543 km2
Portugal - 92,212 km2

Portanto, o que está em causa quando se fala em mais ou menos clubes e nas dificuldades financeiras em calendários mais ou menos alargados, essas dificuldades prendem-se com a logistica dos clubes (deslocações, estadias, etc.)

De notar ainda que a Holanda não tem clubes em ilhas (como a Madeira e os Açores em Portugal) que obriga a deslocações ainda mais onerosas para os clubes por terem de viajar de avião de 15 em 15 dias.

MédioCriativo disse...

CLAP CLAP CLAP!!!

Muito bem B., concordo com tudo!

E concordo também em absoluto com o Germano.


Roco disse...

Unknown,

Passo a explicar...o nº de habitantes é mais importante que a extensão de um país!
Se queres um campeonato na Sibéria com 18 equipas, vais ter sérias dificulades em conseguir apesar da extensão do território. (a não ser que queiras considerar na massa associativa uma série de ursos, cá tb os há).
Já no sudoeste asiático devido à ela densidade populacional podes estar no espaço de uma cidade com a área de lisboa 4 clubes.

Resumindo, o que faz um clube são pessoas, não território.

João Tibério disse...

obrigado, roco.

mas se querem mesmo fazer comparações, porque há geeks de excel por todo o lado (até no ministério das finanças), comparem também o pib/per capita, os preços dos bilhetes, etc...

POC disse...

De acordo com o Germano, acho que é solução para aumentar a competitividade da Liga.

Quando eu espalhava magia nos relvados pelados, recebia uma sandes de fiambre/queijo no Carcavelos e um sumo. Puta que pariu, isso era futebol.

RicardoPreto disse...

Já digo isto a algum tempo, na minha opinião o modelo ideal seriam 12 equipas, 2 voltas, que daria 22 jogos. Depois divide a meio, série campeão e série manutenção mais 2 voltas, mais 10 jogos. Os grandes jogariam entre si 4 vezes só pra liga, quem diz k nao seria melhor financeiramente, nao sabe o que estamos a falar.

Pedro disse...

"acho que é solução para aumentar a competitividade da Liga."

Mostrem-me um exemplo onde isso acontece. Mostrem-me um exemplo de uma Liga com 10 clubes minimamente competitiva.

David Duarte disse...

Para mim o modelo ideal para o campeonato português é o seguinte.

1a Fase : 12 equipas. Parece-me o numero ideal para a realidade portuguesa. Alia-se aqui as poucas equipas competitivas em Portugal (Benfica, Porto, Braga, Guimarães, Maritimo e, và là, Sporting) com outras tantas que têm reais possibilidades de se manter e aumentar a qualidade.

2a Fase : Dois grupos de 6 equipas, um para apurar o campeão e as equipas qualificadas para a Europa e outro para a descida.

Cada equipa faria assim 32 jogos na liga portuguesa (22 + 10). Com este método tenho quase a certeza absoluta que as receitas aumentariam, sobretudo durante a segunda fase, seja a nivel de assistências seja mesmo ao nivel dos direitos TV (ter os meses de Março, Abril e Maio com a cada semana um Benfica-Sporting, um Braga-Porto ou mesmo um Guimarães-Braga seria muito atractivo para os canais).

P.S.: a comparação com a Holanda não é valida. O que està em causa não é o tamanho do Pais ou o numero de habitantes, mas a realidade economica e social. O Leiria por exemplo poderia muito bem não ter problemas economicos se conseguisse que, numa cidade de 50.000 pessoas, 30.000 fossem ao Estadio. Mas a verdade é que vão 1.000. Impossivel ter estructuras modernas se o espirito dos clubes portuguesas é na maioria associativo. Não temos meios para ter um campeonato a 16 equipas quanto mais a 18.

P.S. 2: de notar que jà tivemos campeonatos a 20 equipas mas a realidade era completamente diferente. Na altura era suficiente as cotas dos associados e os estàdios cheios para ter as contas equilibradas (impressionante! Vejam no youtube resumos dos anos 80 de, por exemplo, Beira-Mar-Belenenses... Estadio a abarrotar!).

Germano Bettencourt disse...

Pedro, menor competividade que a que tens agora é que eu acho difícil.

Eu consigo imaginar um campeonato com 4 Benfica vs Porto, 4 Sporting/Benfica e 4 Porto/Sporting.

A isso, junta jogares 4 vezes contra o Guimarães, 4 contra o Braga, 4 contra o Maritimo, e outras 4 contra o Nacional. Estou só a lembrar-me de clubes, que regra geral, causam mais transtorno aos Grandes.

Agora vê isso na perspectiva de 1 pequeno, vá, médio clube. Receber o Benfica 2 vezes, ou mesmo o Porto e o Sporting. Imagina o que não lucrariam mais em bilheteira. Mais, vender 1 jogo (TV) não é igual ao litro, se os clubes pequenos/médio, em vez de terem 3 jogos vendáveis passariam a ter 6.

Tudo isto são palavras sem fundamento, tal e qual condenar sem ter ferramentas de análise.

Seria tão fácil encomendar um estudo de mercado. Porque não se faz isso? A mim cheira-me a interesses que nada tem a ver com o futebol.

Abraço

SLBarcelona disse...

Na realidade actual de Portugal, sera impossivel ter um campeonato competitivo.
Temoss duas equipas muito fortes, e um grupo de 3,4 equipas interesantes.
O resto sao equipas ou muito fracas ou que nao deveriam existir (como por exemplo aquelas que sobrevivem com jogadores e/ou treinadores emprestados com o unico objectivo de retirar pontos ao Benfica).
Finalmente temos que ter consciencia que cada vez sera menos atractivo vir jogar para Portugal se excluirmos oa 2grandes.

lj disse...

Em relacao a Holanda: parece-me muito mais relevante a populacao que o tamanho. Os estadio enchem-se com gente, nao com Km.

DeVante disse...

Ficava tudo na mesma! Se o Benfica tivesse de ir mais vezes a qualquer Estádio de Portugal, o preço dos bilhetes seriam igualmente proibitivos e a malta escolhia a melhor altura para lá ir.
O problema está no dirigismo desportivo, que não consegue fazer este sistema funcionar, não tem criatividade.
Experimentem comprar uma camisola do Olhanense...tentem encontrar alguma campanha, algo de marketing...não há.
O problema não está no modelo mas sim nas pessoas que estão à frente dos clubes. Os clubes pequenos, devido precisamente a esta condição, deveriam ter gente ainda mais competente e criativa na direcção...

DeVante disse...

Temos as mesmas pessoas, com a mesma mentalidade a dirigir os clubes, como se ainda estivéssemos na década de 90.
O que existe lá fora e não se encontra em Portugal é gente competente à frente dos clubes...o Everton manda-me newsletter todas as semanas, saldos, campanhas, bilhetes, etc...e nem estou em Inglaterra...o Setúbal faz isso? Não creio.

Mike disse...

o setubal é um dos clubes que só faz o que a estrutura do papa manda. é pena. grande cidade! merecia mais.

mas penso que é uma questão muito mais complexa do que à partida se pensa. ora vamos lá ver, o problema não tem nada a ver com as dimensões do território muito menos com a população. chipre nem 1 milhão de habitantes tem, está na bancarrota, e tem um campeonato com 14 equipas. a suiça tem 8 milhões de habitantes, bancos recheados de dinheiro, chocolates, relógios e vacas e sei lá mais o quê, e o campeonato principal tem 10 equipas. para não falar da espanha, que sim, tem uma das maiores economias da europa, mas sempre teve um desemprego brutal (com esta crise aumentou para 25/26%), problemas de dívidas externa e défice e austeridade e sei lá mais o quê que está a foder a vida dos espanhóis, e no entanto tem um campeonato com 20 equipas.. sendo as duas mais fortes as melhores do mundo.. cheias de dinheiro e de passivos gigantescos e dívidas..

portanto não sei bem onde me posicionar. penso que o ideal era termos um conjunto de pessoas que se interessassem realmente pelo jogo e conseguissem encontrar uma solução viável que, de facto, pode muito bem passar pela redução do número de clubes.

mas sinceramente não sei bem o que pensar sobre o assunto.

Rafael Ortega disse...

NUNCA, sob qualquer formato, o campeonato português poderá ser competitivo.

Por uma questão socio-cultural.

Enquanto a Alemanha tem uma tradição de pequenos Estados, a Itália as cidade-estado, a Espanha um regionalismo muito acentuado, e mesmo a Inglaterra uma tradição de centenas de anos de descentralização do poder, em Portugal sempre houve o hábito de uma entidade central que tudo regesse.

Isto levou e leva a que 3 clubes dividam entre si 90% dos adeptos.

Em Portugal há adeptos de Benfica, Porto e Sporting em todo o lado. Em Inglaterra, e isto dito por um amigo meu inglês, não faz qualquer sentido um gajo de Londres ser do Manchester United.

O Pedro Ribeiro no MaisFutebol contou a semana passada que em Berlim não conseguiu encontrar uma camisola do Borússia de Dortmund, mas tentaram vender-lhe uma do Hertha.

Não existe em Portugal massa critica para a maioria dos clubes conseguir ser competitiva de forma consistente.

Seria desejável que fosse de outra forma? Não sei.
Sei que a competição em Portugal pode ser assimétrica, mas há dois clubes no Top10 da UEFA.

Holanda ou Bélgica, países com dimensão populacional semelhante e campeonatos mais equilibrados, não têm ninguém no Top25.

JRD disse...

O exemplo que dei é apenas um, podia confrontá-los com o extremo oposto que é a Rússia, de longe o maior pais do mundo com 9 fusos horários e também tem um campeonato com 16 clubes como o nosso, ainda que metade deles estejam na orla de Moscovo. É competitivo q.b.

O que me intriga é ler pessoal a dizer que quanto menos clubes mais competitivo é um campeonato. Falso! E a prova disso é FCP e SLB ainda não terem perdido um único jogo para o campeonato esta época. Épocas houve, a 18 e a 20 clubes em que o campeão perdia 2 ou 3 jogos por época. Isso agora é um mito. O Porto perdeu apenas um jogo para o campeonato nos últimos 84 jogos, com o Gil Vicente na época passada. Sintomático que a redução do campeonato não trouxe competitividade, e se a trouxe foi somente para os lugares do costume.
Assim não.

Manuel disse...

Podem ter uma certeza. Se o Benfica ganhar agora 2 ou 3 campeonatos seguidos e o Porto (e o Sporting) pensarem que com 10 ou 12 equipas no campeonato eles irão ter maiores chances de ganhar e de fazer frente ao Benfica, podem ter a certeza que a mudança será feita enquanto o diabo esfrega um olho!



DeVante disse...

Para aqueles que acham que, com menos equipas e mais voltas, teríamos mais adeptos, o exemplo de ontem na Luz, apenas 15 mil espectadores, diz tudo. Atenção que estamos a falar de um Benfica fortíssimo!
É preciso haver uma melhor conciliação entre a realidade social e a actividade dos clubes. E, sobretudo, seria preciso um compromisso com a competição, garantindo a sustentabilidade da mesma.
Não há. Os clubes ditos pequenos mais não são do que trampolim para gente sem escrúpulos, que vendem-se por tuta e meia. Estão unicamente preocupados com os seus interesses. Há demasiada desonestidade. Isso e incompetência. Exemplos não faltam.
Nem todos têm a massa associativa que tem o Benfica e, por isso, caindo dificilmente voltam a se levantar.

B Cool disse...

A questão central é que se a Liga não fechasse os olhos, havia muitos clubes que não tinham capacidade para estar onde estão.

Em primeiro lugar têm que abordar a questão das competições profissionais, 16+16 clubes/sads, ou seja é perfeitamente irrealista falar em 32 entidades de cariz profissional e enquanto não acabar esse mito será muito difícil resolver problemas de competitividade.

Em segundo lugar, os três grandes, que são quem tem mais adeptos, logo movimentam mais pessoas, não querem abdicar das suas receitas televisivas, pois dificilmente poderão ser competitivos na europa se estas diminuirem e dificilmente as outras equipas poderão ser competitivas se não existir uma distribuição mais parcimoniosa das receitas.

A segunda liga como tem uma natureza profissional é um cancro financeiro e qualquer equipa que corra o risco de descer da primeira divisão, mesmo que conseguisse ter um orçamento equilibrado iria logo ficar completamente desgraçada.

A generalidade das equipas não tem uma base de adeptos que possa ser potenciada. Tirando os 3 grandes, apenas Braga e Guimarães (embora estes cada vez menos) apresentam lotações interessantes.

Sem adeptos não há possibilidade de gerar dinheiro, a menos que os clubes sejam artificialmente mantidos pelas verbas da tv, pois com a crise, não são os patrocinadores que vão suportar loucuras.

Os estádios são uma vergonha e mais grave ainda é que a liga e a federação incentivem e promovam o gasto dos clubes em renovações de estádios arcaicos e sem condições e não obriguem os clubes a utilizarem as infra-estruturas que foram erigidas/remodeladas/ampliadas com as verbas do 2004.

O não permitir que qualquer clube pudesse estar numa competição profissional sem que tivesse um estádio com condições e pelo menos 10.000 lugares afastaria muitos clubes parasitas que só se mantém criando dívida atrás de dívida - se os clubes maiores têm dívidas é por não saberem gerir os recursos disponíveis, não por não serem capazes de criá-los.

Além disso, a questão dos pressupostos financeiros para participação nas competições profissionais é a maior fantochada que existe.

O saneamento financeiro dos clubes iria permitir-lhes não estar dependente de certos favores que têm as suas compensações, como os comentários anteriores bem mostram, que tanto enviesam campeonatos.

Se Benfica e Sporting durante muito tempo secaram todos os clubes, o Porto fez o mesmo a todos os clubes da zona norte que até tinham boas massas de adeptos mas que hoje em dia apenas seguem os clubes da terra/bairro na desportiva (Boavista, Salgueiros, Leixões, Aadémico).

Como alguém disse, sem se criar uma identidade regional/local, pelos clubes, não contra ninguém como vemos em certas zonas, que possa transformar os clubes de equipas com 2.000/3.000 apoiantes (no máximo) em equipas com 10.000 apoiantes, dificilmente se conseguirão criar condições para que exista competitividade a menos que se sacrifique a competitividade europeia das maiores equipas através da redistribuição administrativa das verbas da tv.

Posto isto o alargamento é uma aberração, pois estamos a falar de mais 4 jogos com prejuízo para as equipas, mas tenho dúvidas que reduzir o campeonato para lá das 14 equipas venha trazer alguns benefícios.

Além de que é uma aberração pois não fora a prescrição dos efeitos da despromoção do boavista, e a verdade é que a federação tinha obrigação de ter efectuado nova reunião para avaliação dos factos e saiba-se lá porque não a efectuou, nunca haveria motivo/desculpa para quaisquer alargamentos.

Mas como este país é uma sarjeta, e o futebol o hard-core da sarjeta, temos um alargamento para apaziguar promessas idiotas.