09 maio 2014

Bora lá brincar aos números do povo



(roubado ao Vozes)

25 comentários:

Luis Marques disse...

Estou para ver o que o Ullman, grande exemplar de Sportinguista de esquerda, tem a dizer sobre estes números

Jorge Alemão disse...

Essa desingnação de clube do regime é na minha opinião bastante discutivel

O regime Salazarista viu (a partir da decada de 60), o futebol como uma das distracções do povo e quanto a mim todas as decisões que possa ter tomado em beneficio do benfica, fê-lo apenas por ser o clube mais popular e também que maiores conquistas tinha na altura

Mas mais do que beneficiar o benfica - o regime aproveitou-se dos sucessos do benfica e isso aconteceu principalmente na decada de 60

Relativamente ao Sporting - os numeros são não são mais regulares, porque houve uma decada que fomos claramente superiores e uma outra em que tivemos direcções más e que deixaram o Sporting na situação que todos conhecemos.

Em relação aos ultimos 20 anos, não pensem que pinto da costa e o apito dourado são os unicos responsaveis pela ascenção desse clube - não tirem o merito a presidentes como manuel damasio, vilarinho, vale e azevedo, godinho lopes e JE Bettencour

Jorge Alemão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Ullman disse...

Este post é tão, mas tão errado. Dói ver como se passam auto-atestados de estupidez.
Comecemos, então.
Luís, em primeiro lugar, o facto de ser de esquerda, pouco tem a ver com futebol. Suponho que sejas dos que se sentam no sofá, a ver o seu Benfica, e dos que enchem o MarquÊs, ficando uns dias depois sentado, no momento em que os cravos se fazem ver. Nada a opor. É a tua escolha, mas eu não sou assim.

Este post é ridículo, e creio que leva o prémio. Passo a explicar.
O facto de dizerem que o Sporting foi o clube que menos ganhou depois da queda do regime, em nada muda o que se passou durante o regime. São duas coisas independentes. Em primeiro lugar, dizer que, mesmo que houvesse uma relação, o Benfica não deixava de ser o clube mais beneficiado (ou, vá, aquele que leva mais troféus), durante os anos do regime. Em segundo lugar, acaba o regime e não há comparação nenhuma que se possa estabelecer a seguir. Então vocês são parvos? Mas agora porque acabou o regime, o Sporting era obrigado a arrecadar todos os títulos subsequentes? Então o Sporting não podia, por exemplo, ter passado por fases menos boas, com equipas menos capazes do que aquelas que apresenta nos anos e décadas anteriores? Mas estão parvos? Lá porque o Benfica ganhou mais no tempo da outra senhora, faz com que o Sporting tivesse que ganhar obrigatoriamente a seguir, apenas para sustentar o mito? A isto, meus amigos, chamo de estupidez. É que não são capazes de fazer uma associação e olhar para a mesma de forma honesta. Mas, mais importante que tudo: quem é que, durante o regime, apenas e só durante o regime, ganhou mais? E reparem que há ali uns valentes anos em que, não fossem os cinco violinos (não sei se estão familiarizados com o termo), e a discrepância ainda seria maior.

Tiago Ullman disse...

Mas, pior do que tudo, é não ter noção da própria história do clube, ou acreditar em determinismos, sem pôr um pouco as coisas em perspectiva. Mas vocês acham que o Benfica é conotado como clube do regime, porque ganhou (repito: ganhou) mais campeonatos nesse período? Vocês estão familiarizados com a tríade tão simpática aos membros do regime? E o que era o futebol, se não o Benfica? O que era, camaradas? Por quem vibrava Salazar, expoente máximo da época mais degradante da nossa história? Ao lado de quem aparecia Eusébio, essa mítica figura que via nos outros (clube rival, entenda-se), a imagem de um clube racista, para depois aparecer de mãos e braços dados com a figura suprema do obscurantismo e da ditadura? Era ao lado de alguém do Sporting que aparecia essa mítica estrela do clube dos tiranos? Era? Não me parece.
http://largodoscorreios.files.wordpress.com/2013/08/eusc3a9bio-e-salazar.jpg

Já bateste no fundo variadíssimas vezes, gordo, mas ganhaste uma excelente oportunidade de te encavares com este post! Creio que estamos conversados quando à tua inoperância de raciocínio.

Mas eu vou fazer um desenho:
Se hoje eu estiver preparado para ganhar três jogos de ténis, sendo que podia ter ganho o dobro, não fossem as decisões enviesadas do árbitro de linha, não quer dizer que amanhã, menos preparado e fora de forma, possa ganhar ainda menos do que os três jogos de ténis, contra o mesmo opositor, mesmo que o juiz de linha tenha uma eficácia de 100%. E neste quadro, o facto de estar fora de forma num segundo momento, não invalida que devesse ter ganho mais num primeiro momento, certo?
É necessária mais alguma explicação? Vejam lá, porque eu não quero que vos falte nada.

João Sousa Franco disse...

Este assunto dá água pela barba... Creio que o gordo apenas quer refutar o mito comum, muito do gosto de sportinguistas e portistas, de que o benfica apenas foi grande por ser apadrinhado pelo regime. Creio que o intuito é nobre e justo, mas apenas uma pessoa que se dá ao trabalho de aprofundar conhecimentos sobre uma série de factores conjugados como o futebol, a história do antigo regime, a realidade politico-social bem como a realidade desportiva do portugal desse tempo, pode talvez fazer uma ideia minimamente isenta acerca do tema. Termos como "época mais negra da nossa história" são descabidos numa análise que se pretende imparcial porque são retiradas de contexto. O antigo regime não foi um fenómeno unidimensional. Não pode ser visto como um todo. Existe um antes e um após crise económica e politica, um antes e um pós-guerra, um antes e um pós guerra colonial. Só para terminar esta divagação gostaria apenas de deixar um chavão que vai provavelmente ser considerado como demagogo: Existem sem dúvida muitos podres na história do antigo regime, mas há uma ideia aceite hoje em dia até por alguns dos seus mais acérrimos opositores que é o facto de que não existia corrupção!...

Gil Monteiro disse...

1 - Será o menos importante, mas para começar, a cor vermelha diz bastante. Salazar, que nem sequer gostava de futebol, nunca patrocinaria um clube com as cores da sua figadal inimiga União Soviética. A comunicação social até foi forçada a utilizar a palavra “encarnados” para descrever o Benfica, de modo a não conjugar “vermelhos” com “vencedores”, o que poderia ser dramático para o regime. Ao contrário do Real Madrid – que usava cores queridas aos falangistas de Franco -, o Benfica usava as cores da revolta. Diria até que, por exemplo, o azul e o branco ficariam esteticamente bem melhor com toda a simbologia salazarista.
O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial. Pois foi precisamente na fase decadente do antigo regime que o Benfica emergiu como força dominante do desporto português.
Nos primeiros vinte e cinco campeonatos nacionais (entre 1934 e 1959, ou seja o período mais relevante do Salazarismo), a lista de vencedores é encabeçada pelo Sporting com 10 títulos, seguindo-se o Benfica com 9, o F.C.Porto com 5 e o Belenenses com 1. O Benfica tinha portanto vencido 36 % dos campeonatos – em 2008 tem 42%...
Por falar em presidentes, o Benfica foi ao longo da sua história, e enquanto durou o regime anterior, quase sempre presidido por ilustres oposicionistas. Félix Bermudes foi perseguido pela PIDE, e no consolado de Tamagnini Barbosa o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “conspiradores”. Um outro presidente (Júlio Ribeiro da Costa) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição. O Benfica chegou a ter um presidente operário (Manuel Afonso, também, naturalmente, oposicionista), e foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação.
6 - Os poderes públicos apoiavam tanto os “encarnados” que em 1956 escolheram o Sporting – por convite - para participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, apesar do campeão da época anterior ter sido o Benfica.
Como referiu MANUEL ALEGRE – insuspeito de salazarismo – os relatos dos jogos do Benfica, e as suas vitórias, eram motivo de grande regozijo entre os exilados políticos. O Benfica era mesmo, para alguns deles, o único motivo de orgulho no seu país.
10 - O Benfica foi campeão europeu com jogadores que faziam parte dos movimentos de libertação das colónias, como Santana e Coluna. Obviamente que Salazar não teve alternativa senão engolir o sapo e colar-se ao êxito do clube, aproveitando-se dele para efeitos políticos.
12 – O hino do Benfica (“Ser Benfiquista”) cantado por Luís Piçarra não é o original do clube. O primeiro hino, composto por Félix Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi silenciado pelo regime.
13 – O Estádio da Luz passou 17 anos, desde a sua fundação, sem ser utilizado pela selecção nacional. Só já nos anos setenta se disputou o primeiro jogo de Portugal num estádio benfiquista. Nunca se jogou a final da taça na Luz ou em qualquer outro estádio utilizado pelo Benfica, ao contrário do que aconteceu nas Antas, onde o F.C.Porto disputou (em casa) nada menos que três finais, antes e depois do 25 de Abril.
18 - O Benfica tem entre os seus adeptos gente de todos os estratos sociais e sectores políticos. Mas convenhamos que Álvaro Cunhal, José Saramago, Xanana Gusmão, António Guterres, Jerónimo de Sousa, António Vitorino de Almeida, Artur Semedo, Manuel Alegre, Miguel Portas e muitas outras figuras da esquerda portuguesa, simpatize-se mais ou menos com elas, nunca seriam seguramente adeptos de um clube de algum modo relacionado com o regime fascista.

Gil Monteiro disse...

17 - O Benfica conquistou mais títulos nacionais nas modalidades extra-futebol em democracia (57), do que em ditadura (44). Ao contrário, por exemplo, do F.C.Porto, que à excepção do caso específico do hóquei em patins, tem mais títulos antes da revolução de Abril do que depois (25 antes -19 depois).
Eu também sou de esquerda, com muita pena minha não vou para o marquês, vou para a boavista quando somos campeões e para os aliados no 25 de Abril e 1 de Maio, de qualquer das formas, suponho que dizer balelas para o ar, Tiago Ullman, é fácil... A Alemanha, depois do Hitler, continuou a ganhar, suponho então que os escândalos dos jogos olímpicos não passem disso mesmo, porque ganharam depois na mesma...
Sabes já agora o nome do estádio onde o Sporting jogava? O famoso 28 de Maio?
Suponho então, por tanto perceberes de ditadura, que digas que Amália era parte integral dessa mesma ditadura, e, porque não, Fátima também...
http://benficatedebaixodagua.blogspot.pt/p/salazar-e-o-mito.html
Aproveita para te informares de tudo, não SÓ do que te dão a verde e branco, e informa-me mais tarde porque é que o todo poderoso Franco não conseguiu que o seu Real Madrid fosse superior ao clube do todo poderoso Salazar, é que essa ainda não percebi, suponho que Portugal fosse muuuuuuuuuuuuito grande

Tiago Ullman disse...

Caro Gil Monteiro:
Muito gostei de ler todos os seus pontos. Em todo o caso, esbarram numa certeza, a certeza de que damos à história o rumo que quisermos dar. Parece ser o seu caso, trazendo pontos para debate que mais não são do que "hermano saraivadas" para o debate. É que, sabe, eu não nasci ontem, e antes de engolir toda a merda que debitou, preciso de factos. Preciso de documentos, de fotos que comprovam isto ou aquilo, de tudo e do resto. Compreende-me? Pois bem, passemos à frente, ou então posso eu também fazer a minha própria história. A verdade, tão crua, é apenas esta: a tríade alienante, encontrava no Benfica um dos focos mais fortes para poder existir. Não sei se por afinidade dos envolvidos, se pelo tamanho do clube, se por outro motivo qualquer. E não me venha com cantigas da cor, porque parece-me que pouco sentido faria a uma pessoa avessa ao vermelho, e com toda a intransigência que se lhe conhecia, apresentar-se vezes sem conta como defensora da sua maior estrela, pessoa que cresceu em Lourenço Marques, jogando por uma filial do clube rival que, pasme-se, dinha o descaramento de apresentar atletas de tez também mais escura. Não sei, parece-me demasiado ridículo, mas o meu amigo lá saberá. E apresenta-me depois um link, ao que eu, em segundos de pesquisa, encontro isto: http://www.reflexaoportista.pt/2013/04/salazar-o-regime-e-o-benfica.html. Camarada, a verdade é só uma, e aparece representada em duas ou três fotografias. O resto é conversa, até porque a pessoa em causa não me parece que estivesse para fretes, ou acha que sim? Tenha vergonha nos dados que apresenta, e sobretudo tenha vergonha na forma leviana como apresenta alguns argumentos. Então o Miguel Portas, Vitorino de Almeida, como ilustres benfiquistas que são, representam a imagem de um Benfica que foi tudo menos avesso ao regime? Mas está tudo doido? Porquê, porque o Daniel Oliveira, a Ana Drago, entre outros, se enganaram a escolher o Sporting? Mas porquê, o Benfica é o clube dos dignos, é isso que me está a dizer? E depois, a cereja, apresentando-me um quadro em que Manuel Alegre, insuspeito benfiquista (not), e da casta e saudosa elite, diz que os exilados políticos exultavam com as vitórias do Benfica. Pois concerteza que sim, camarada. Os exilados e os outros. Que sentido faria não exultarem, se essa era a lógica da alienação? Ou vai dizer-me que foi o Benfica que libertou Portugal da desgraça e da ditadura, promovendo a revolta de presos políticos e contribuindo para a revolução? Com todos os factos (not) que me apresenta, veja se encaixa também este dado, porque ficava bem bonito na história que gosta de descrever, qual Hermano. Mas sabe uma coisa? ao contrário de si, não vejo o Benfica da forma que me descreve o Sporting. O Benfica é de gente do regime, como de gente que sofreu, e eu não misturo as coisas, porque isso seria faltar ao respeito aos restantes. Assumo que há sinais mais do que evidentes que o Benfica tinha honras de estado e tempo próprio na agenda das bestas da ditadura, como aliás as imagens de proximidade evidenciam, mas não tenho o hábito de misturar as coisas com os seus adeptos. Devia tentar fazer o mesmo com o Sporting, deixando-se de dados fenomenais, sobre o 28 de Maio e afins, conotando-os ao meu clube, e tendo a indecência de proclamar o direito à definição de clube revolucionário, ou coisa que o valha, porque apresenta na sua história adeptos como Manuel Alegre, Miguel Portas, e outros, porque isso é, antes de tudo o resto, uma ofensa para os próprios, principalmente para com o último, que bem conheci, e que nunca, mas nunca teria a ousadia de achar que os seus colegas Ana Drago, Daniel Oliveira, só para citar aqueles que conheço, escolheriam de forma errática um qualquer outro clube. É uma falta de respeito até para com o próprio, que nunca colocou o futebol à frente das pessoas e dos seus interesses, ou acha que tinha lugar no estádio ao lado desse saudoso reaça Rui Gomes da Silva? Tenha tino, camarada.

Tiago Ullman disse...

"foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação." - Inacreditável. Inacreditável. Parece que nos levou a algum lado, não foi Gil? Impressionante a quantidade de lixo que me escreve e uma espécie de tapar o sol com a peneira, apenas para lhe afagar o ego.
O Sporting, caro Gil, não teria também adeptos operários, como o Porto, o Barreirense, entre outros?

Tiago Ullman disse...

E o chantilly:
"O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial." . É, os anos seguintes foram "peaners" e não contam, pois está claro. Devemos ter andado todos a dormir durante 13 anos, para não os contarmos.

Tiago Ullman disse...

Ah, lembrei-me do Sérgio Godinho, grande sportinguista, que também canta a revolução, e que pelos vistos se enganou no clube escolhido. Não troco por nenhum Manuel Alegre desta vida.
Chapeau, Gil. Adorei esse argumento.

Shiver disse...

O melhor mesmo é deixar o sr a falar sozinho já que todo o resto é lixo,tirando a sua ilustre e intelectual prosa.

Alberto disse...

Ya a foto prova todas as barbaridades que ele diz. Faz sentido. Contrasta bastante com a opiniao acertada neste post de outro sportinguista, so que o tiago rouba o protagonismo todo depois a gente fica com ideia errada deles :p

Gil Monteiro disse...

Percebeu mal um ponto, eu não acusei o Sporting de ser o clube do regime, até porque, no meu entendimento não houve um clube do regime...
O Benfica era grande, cresceu muito e, como todos sabemos, penso eu que todos sabemos, os regimes ditatoriais têm por hábito colarem-se a tudo o que é mais popular, seja a agremiações (como foi o caso), seja a simples e bacocas palavras como "Fátima, Futebol e Fado"... A verdade, penso eu, é que o Benfica era grande como é hoje em dia, o Benfica ganhava, e o futebol mexe com o povo, ora, não há nada melhor que umas fotos com os "heróis do povo", da maioria pelo menos, para calar aqueles críticos menos inteligentes, incapazes de separar futebol da política...
Não é por haverem fotos da equipa do Benfica a ser recebida por Salazar que está a argumentar que o Benfica era o clube do regime, se não terei de o aconselhar a procurar a recepção a Américo Tomás por parte de adeptos e dirigentes leoninos num jogo contra o Benfica, ou as datas de inaugurações de estádios de Sporting e Futebol Clube do Porto, em contraste com a data de inauguração do estádio do Benfica...
Suponho que cada um se agarre "à sua verdade" mas parece-me uma pessoa inteligente demais para cair numa argumentação com base em duas ou três fotos e no facto de o Benfica ser quem mais ganhou durante o período "mais negro da história de Portugal",,como bem o apelidou...

Gil Monteiro disse...

Concordo consigo, falando de Sérgio Godinho, apenas citei nomes de vários opositores do regime que muito provavelmente não estariam a apoiar as "armas" do regime...
O maior de todos, e acho que aí concordamos os dois, Álvaro Cunhal, conhecido benfiquista, e GRANDE opositor do governo Salazarista

A bug's life disse...

Antes de falares mal do Dr. Hermano Saraiva devias lavar a boca!

Luis Marques disse...

Já agora, não tendo nada a ver com futebol, preferiria ir para o rua no dia 25 de Novembro do que no dia 25 de Abril. No 25 de Abril livramo-nos do fascismo com grande parte das pessoas a querer implementar em Portugal o comunismo, ideia essa que foi definitivamente posto de lado dia 25 de Novembro.
Para alguns simpatizantes do PCP o 25 de Abril é 100% e o 25 de Novembro 0%, mas para quem acha que Comunismo e Fascismos são dois lados da mesma moeda, as duas datas deviam ser celebradas e relembradas todos os anos.

Classe Baixa 1904 disse...

O fascismo português não teve um "clube do regime", à semelhança do que aconteceu em Espanha com o Real Madrid. O que tinha era clubes com relações melhores ou piores com o poder. E, de entre Benfica e SCP, não foi o primeiro que teve um presidente a acumular funções com o de chefe da Legião Portuguesa. Ou a ter vários generais e outros oficiais de alta patente nas direcções. Ou a aceitar ser um meio de propaganda para Marcelo Caetano na fase de agonia final do regime.

Tiago Ullman disse...

Palavra de honra se não andamos para aqui todos a comer gelados com a testa. Portanto, a ver se entendi, até porque parece que este é mais um argumento para a história que se quer contar. O Sporting era o meio de propaganda do marcelo caetano, mas o Benfica, cuja figura mítica aparecia recorrentemente junto ao diabo de comba, lava daí as suas mãos, apenas porque, vá, incomoda e não é bonito voltar atrás. Afinal de contas, pobre do velho, que era bondoso, ao contrário do patife do caetano. Pobre velho, sabia lá ele o que era propaganda.
"Ou a ter vários generais e outros oficiais de alta patente nas direcções." Qual a parte de Sporting e Benfica sempre terem sido clubes de massas, que não entendes? Qual é a parte de, como clubes de massas, terem adeptos suficientes para atingir transversalmente todas as esferas de uma sociedade? Isso quer dizer o quê? Quer dizer que o Benfica não tinha adeptos oficiais de alta patente nas direcções e no estado? Foda-se, haja juízo.

Luís Marques: ah, o 25 de Novembro, esse dia fantástico que libertou os portugueses das amarras de décadas. Ah, o 25 de Novembro, esse dia fantástico e surpreendente, onde o povo recuperou a dignididade e a liberdade. Ah, o 25 de Novembro, esse dia marcante na história, mais marcante do que uma revolução que entustiasma os académicos de todo o mundo, marcado por uma revolta quase limpa e terminada com a abnegação e entrega do poder por parte dos militares, como nunca aconteceu em parte alguma do mundo. Ah, o 25 de Novembro, esse dia fantástico, recordado com dois propósitos muito específicos: diabolizar o verdadeiro sentido da mudança e legitimar um discurso mascarado de ódio à mesma. É, se hoje pensamos em viajar, em aprender mais, em comer mais do que a tabela calórica diária, em beber até fazermos merda, em escrevermos as maiores patacuadas em sites e blogs, é ao 25 de Novembro que devemos. É isso.

Tiago Ullman disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Classe Baixa 1904 disse...

Tiago Ullman, é óbvio que o Benfica tinha adeptos conotados com o fascismo, tal como é óbvio que o SCP tinha adeptos conotados com a oposição. O que está em causa é a composição das direcções. E, quanto a isso, não há dúvidas de que as do SCP foram sempre mais próximas do regime do que as do SLB. De resto, o próprio método eleitoral mostra isso, já que os vossos presidentes eram eleitos pelo Conselho Leonino, um órgão de carácter nada progressista. No caso do Benfica isso não acontecia, só conheço relatos de um dirigente (nem sei o nome, nem o posto) que de facto tinha ligações ao fascismo. Mas podemos falar de Manuel da Conceição Afonso ou de Borges Coutinho, esses sim, presidentes. Ou de Vieira de Brito, cuja família financiava o PCP na clandestinidade.

O Eusébio não aparecia recorrentemente ao lado do Salazar, como dizes. Apareceu quê? 3 vezes? E sempre em actos oficiais. Ora nesse caso, e no limite, até podemos é dizer que foi o regime quem se aproveitou do Benfica e não o contrário. Por exemplo, o Coluna também esteve na inauguração da Ponte 25 de Abril e era apoiante da Frelimo. Mas comparar isso com a ida do Caetano a Alvalade para ser ovacionado pelos vossos adeptos...

Quanto ao 25/11, é com muita pena minha que o principal operacional desse golpe tenha sido um Benfiquista, o sujeitinho das chaimites que gostava de arrancar orelhas a pretos e cujo nome não posso pronunciar.

Classe Baixa 1904 disse...

Outra coisa, associar o Benfica à história dos 3 éfes é um pouco desonesto. Se bem estamos recordados, não foi com o Benfica que se fez um filme de propaganda ao futebol.

Mariana Delgado disse...

Caro tiago Ullman,

Sinceramente não consigo compreender a sua posição tão violenta quanto às opiniões aqui expressas que em tudo refutam as suas! Devo depreender que se trata de um adolescente desprovido de razoabilidade cuja cuja consciência se encontra repleta de verdades absolutas entrincheiradas na sua falta de cultura e sensibilidade. Se assim for pode desde já contar com a minha compreensão, pois também já fui adolescente e sei como elas mordem. Deve no entanto tentar refrear-se de ofender as pessoas que consigo debatem de boa fé pois tal comportamento já reflete falta de educação e aí a tenra idade já não pode servir de desculpa.

Tiago Ullman disse...

Cara Mariana Delgado:
São a cultura e sensibilidade que tenho, mas que me vão permitindo passar por cá e tentar defender o meu clube. Ao contrário da Mariana, tento sempre, em 7 linhas (aquelas que me escreveu, ou até mais), falar um pouco do assunto que me traz aqui. Ao contrário da Mariana, que refere a minha péssima educação, tento não fazer grandes juízos de valor sobre pessoas que só conheço do ecrã. Aliás, quem anda nisto dos blogs, rapidamente percebe que é um mundo agressivo, mas é assim que as coisas se processam. A maior homenagem que lhe posso fazer é garantir-lhe que este é o meu último comentário aqui. Sei que vou passar mal quando pensar em defender o meu clube naqueles posts que muitas vezes considero ridículos e desnecessários, completamente desprovidos de sentido, mas paciência, há que aguentar, e o caminho é deixar de o ler, ao blog, e ao que dele resulta na caixa de comentários. Na mesma lógica, também faço um pouco o apelo para que não me tentem, que é basicamente não chamar por mim. Estou em meio hostil, só tenho de abandonar e voltar a casa. Mas, Mariana, sugiro que, numa próxima, tente juntar também 7 linhas e debruçar-se sobre a facilidade com que, no alto da sua sapiência e relação fantástica com a psicologia, olha também para as suas verdades absolutas, escrevendo rigorosamente nada e sobre nada. São 29 anos, já. Se calhar estou a crescer mal, logo me dirá, mas ia jurar que até me tenho dado bem.
Não sei se aqui o seu maior problema é o Benfica, ou a minha incapacidade de lidar com os posts que a ele estão relacionados, se é um problema de 25 de Novembro, porque depreendo que esse comentário tenha vindo nessa sequência. Se é o primeiro caso, então muito bem, faço o mea-culpa. Se é o segundo, então não me merece a menor consideração e permita-me que olhe para si como a doença que alastra pelo país. Isto, claro, no caso de ser única e exclusivamente a segunda opção. Passar bem. Beijinhos.